Comissões da Câmara discutem crise financeira da APAE de Joinville e buscam solução para transporte de alunos
Câmara de Joinville debate crise financeira da APAE e transporte escolar.
Entenda a situação financeira da APAE
Na noite do dia 27 de maio de 2026, ocorreu uma reunião das comissões de Cidadania, Finanças e Saúde da Câmara de Vereadores de Joinville. O foco principal desse encontro foi discutir a grave situação financeira da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) da cidade. Essa entidade desempenha um papel fundamental na educação e apoio de estudantes com deficiência, mas enfrenta sérios desafios financeiros, especialmente relacionados ao transporte dos alunos.
Custo elevado do transporte escolar
A APAE de Joinville enfrenta uma despesa mensal que chega a R$ 63 mil apenas com o transporte de seus alunos. Contrariamente a outras associações em Santa Catarina, cujo custo é subsidiado ou compartilhado com órgãos públicos, a APAE local arca integralmente com essas despesas. A frota da entidade é composta por sete ônibus e três carros, que juntos precisam percorrer aproximadamente 1.050 quilômetros por dia para garantir que os alunos cheguem às suas aulas e atividades. Esse valor representa uma parte significativa do orçamento da instituição, evidenciando a necessidade urgente de um suporte maior.
Mecanismos de apoio do poder público
Durante a discussão, a presidente da APAE, Neide Gonçalves, articulou seu clamor por ajuda do governo municipal. Ela enfatizou que a situação da entidade não pode ser alterada apenas por meio de apresentações de contas. A necessidade de ações concretas para garantir uma solução ao problema financeiro foi destaque em suas declarações. O poder público tem um papel crucial a desempenhar para apoiar essa organização sem fins lucrativos que opera em resposta a uma demanda social crítica.
Participação da Câmara de Vereadores
O encontro contou com a presença de diversos representantes, incluindo o vereador Diego Machado, que foi o autor da convocação para a reunião. Ele destacou a dependência de muitos alunos do transporte oferecido pela APAE, afirmando que a falta dessa operação comprometeria a frequência dos estudantes às atividades educacionais. A participação ativa dos vereadores é um passo importante para explorar soluções que possam aliviar a carga financeira da associação.
Reunião das comissões: o que foi debatido
No decorrer da reunião, ficou claro que a devida consideração das questões apresentadas permitiria entender melhor a situação e buscar alternativas. Informações sobre o atual modelo de gestão e o uso da frota foram discutidas. O apoio do poder público por meio de parcerias e convênios financeiros foi um tema central. Para muitos presentes, ficou evidente a urgência em buscar soluções viáveis para um problema que afeta diretamente o futuro educacional de mais de 700 alunos atualmente atendidos pela APAE.
Impacto no atendimento aos alunos
A questão do transporte se torna ainda mais complexa ao considerar o impacto que a falta deste serviço pode ter no atendimento dos alunos. De acordo com os dados compartilhados, atualmente, 731 estudantes, sendo 440 residentes em Joinville, são beneficiados pelas atividades da APAE. A interrupção do transporte significaria que muitos desses alunos ficariam sem acesso aos serviços essenciais que a instituição oferece, prejudicando seu desenvolvimento acadêmico e social.
Alternativas para o custeio do transporte
Durante a discussão, os membros das comissões começaram a explorar a possibilidade de identificar fontes alternativas de financiamento que poderiam ajudar a APAE com os custos do transporte. A Procuradoria-Geral do Município afirmou que a legislação atual permite a criação de um termo de colaboração que poderia vincular os recursos a convênios já estabelecidos. Portanto, essa alternativa legal poderia abrir caminhos para garantir o suporte financeiro necessário e permitir que o transporte dos alunos continue ininterruptamente.
Denúncias sobre a frota da APAE
Neide Gonçalves, presidente da APAE, também aproveitou para expressar suas preocupações sobre a frota que está em operação. Ela narrou problemas com uma das Kombis que, devido a falhas mecânicas, perdeu a porta no percurso, evidenciando a urgência de manutenção e renovação dos veículos. Esses problemas não apenas comprometem a segurança dos alunos, mas também contribuem para o aumento dos custos operacionais da associação.
Legislação e financiamento: quais as opções?
Historicamente, as diversas legislações que regem a assistência a entidades como a APAE podem ser cada vez mais flexíveis. A necessidade de atualizar e revisar essas normas pode permitir que um suporte mais robusto seja direcionado a essas instituições que lidam com a inclusão e educação de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. Além da proposta de um termo de colaboração, novas iniciativas legislativas podem ser exploradas para garantir que haja uma estrutura capaz de lidar com a dinâmica financeira necessária para a operação da APAE.
O futuro da APAE em Joinville
O futuro da APAE de Joinville depende diretamente das ações que serão tomadas nos próximos dias. A institucionalização de parcerias, o aumento do suporte financeiro por parte do governo e a mobilização da comunidade poderão mudar o cenário atual. A luta da APAE é um reflexo da luta por direitos e inclusão, e a resposta da sociedade e dos poderes públicos será fundamental para garantir a continuidade dos serviços prestados e, principalmente, a dignidade dos alunos atendidos.


